Passar por uma intervenção cirúrgica e não obter o resultado desejado, seja por insatisfação estética ou pelo surgimento de dificuldades para respirar, é uma experiência frustrante. A intervenção realizada para corrigir uma cirurgia prévia é chamada de rinoplastia secundária ou cirurgia de revisão.
Por se tratar de um procedimento em um tecido que já passou por trauma e cicatrização, a rinoplastia de revisão é considerada uma das cirurgias mais complexas da especialidade facial, exigindo alto grau de precisão anatômica.
Por que buscar uma cirurgia de revisão?
Os motivos mais comuns incluem:
- Obstrução respiratória persistente ou nova: Dificuldade para respirar causada por colapso de válvulas nasais ou septo que permaneceu desviado.
- Assimetrias e irregularidades: Desvios visíveis, ponta nasal que sofreu queda com o tempo ou retrações na pele (cicatrizes internas que puxam o tecido).
- Dorso excessivamente reduzido: O aspecto de “nariz de sela”, onde a ponte nasal ficou baixa demais.
A necessidade de enxertos de cartilagem
Na maioria dos casos secundários, o septo nasal já foi utilizado ou esgotado na primeira cirurgia. Para reconstruir o nariz, reabrir a passagem de ar e devolver o suporte estético, o cirurgião precisa de matéria-prima.
É comum a necessidade de remover fragmentos de cartilagem de outras áreas do corpo do próprio paciente, sendo as fontes mais seguras a cartilagem da orelha (para contornos e suavização) ou a cartilagem da costela (para suporte estrutural robusto e reconstrução de dorso). A avaliação minuciosa com um especialista em anatomia nasal é o fator determinante para o sucesso e a segurança desta nova etapa.





